terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Confissões de uma prostituta bêbada




Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

Um cigarette, s’il vous plaît!

O que é? Tá olhando o quê?

Nunca me viu não?

hahahahahaaha

Precisa esconder o riso não! podem rir mocinhas! Podem rir da minha desgraça!

Mas um dia eu fui como vocês, inocente. Uma boa menina.

Hahahahahaha

Un cigarette garçon! S’il vous plaît!

Eu estou invisível?

Por que vocês não me ouvem?

Aaaah, ninguém escuta uma prostituta bêbada!

HIPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOCRITAS
Eu tenho nojo de vocês!
Ei mocinha, você me acha uma pessoa má?
Eu não sou má (choro)
Sou só um produto deste meio
Vocês acham que eu faço isso por que gosto?

Eu faço isso por que é minha única saída!

Odeio deitar com esses homens!

Deus me ama? Cala a boca, sua mal amada. Deus não me ama, ele foi o primeiro a me

Abandonar!

Meu sonho era ser aeromoça!

Mas meus pais morrem quando eu era criança!

(choro continua)

Fiquei só no mundo!

Abandonada


Passei fome, apanhei, fui estuprada!

Não é fácil viver na rua tia!

Nunca fui à escola, minha escola foi as ruas desta cidade, as esquinas, os cabarés!

Desde os 10 anos que eu me prostituo.

Ei, un cigarette s’il vous plaît!

Aaah... Ser aeromoça não passou de um sonho!

Sou aeromoça das esquinas Recifenses, da praça do diário!

Não tenha vergonha de mim, senhora!

Eu sou só uma prostituta bêbada, eu sei!

Mas não precisa ter medo de mim, eu não mordo!

Ei, un cigarette s’il vous plaît!

                              Jefferson Piaf

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Louca criança




Vá com calma louca criança!
Não brinque com isto! Não brinque com o amor!
Estais a desabrochar ainda, não te apresses em conhecer as coisas desta vida
Tudo no seu tempo louca criança!
O amor precoce só aprisiona os seres, só traz sofrimento meu bem!
Ah! Juventude. Aproveite dela louca criança!
Viva a inocência enquanto podes
Não pules logo para vida adulta!
A vida adulta é chata, irá te aprisionar!
Contemple o amor nas coisas simples da vida!
Contemple o amor no desabrochar de uma flor
No sorriso de uma criança!
Vá com calma louca criança!
Não queira se apaixonar, tu não entendes nada do amor!
Viva a infância pura!
Tu não compreendes os segredos do amor!
Irás cair na primeira armadilha que a vida lançar ante ti!
Vá devagar louca criança!
                                    Jefferson Piaf

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O que seria da vida sem os sonhos?



“Sonhar mais um sonho impossível...” – diz o trecho da bela música do musical Dom Quixote. Os sonhos são a nossa força motriz. Não teríamos motivo para acordar todos os dias, ter que encarar um mundo cheio de violência, sofrimento e injustiça; se não existisse o sonho, dentro de nós, de um mundo melhor... Os sonhos nos fazem acordar e ir à luta todos os dias.
Ao longo de nossa vida o que mais fazemos é sonhar. Sonhamos em terminar a escola, em namorar, entrar na faculdade, terminar a faculdade, casamento, a casa própria, viagens, filhos... São diversos sonhos! Muitos se tornam real; outros não passam de sonhos!
Mas a vida não é feita só de sonhos! Existem as frustrações também. Se seu sonho não deu certo, não se preocupe, sonhe novamente; aprendemos muito com os nossos erros. Todos nós sofremos, um dia, uma frustração. Lembro-me que uma vez minha amiga disse que eu não passaria no vestibular. Meu maior sonho é passar no vestibular! Aquilo soou devastador dentro de mim. Eu tinha duas opções: dizer-lhe algumas verdades como: “Eu não vou passar no vestibular e você é uma gorda, feia, mal amada e invejosa.” Ou eu poderia ficar calado. Eu escolhi a segunda opção, por mais difícil que ela tenha sido. Nunca destrua os sonhos de jovem de quinze anos, meu amado leitor.  Você não tem noção de como esse jovem pode sofrer. Aos quinze anos arquitetamos nossos maiores sonhos. Não seja o coveiro deles!
Não há sonho fácil! Todo sonho requer o máximo de esforço nosso. Muitas pessoas param de sonhar por que acham seus sonhos impossíveis de se realizar. As dificuldades são o bom da vida! Se conseguíssemos tudo com facilidade, não teria graça viver. Tudo seria monótono. O bom é lutar, superar nossos limites a cada esquina que passamos. Nunca deixe seus sonhos morrerem; mesmo que eles sejam difíceis. Se você não puder lutar por eles agora, os deixe de lado, mas nunca desista deles! Eu não seria nada sem meus sonhos...
O verbo que eu mais uso é SONHAR. Para mim é o melhor que há em todos os idiomas. DREAM, SUEÑO, RÊVE, TRAUM, SOGNO, SONHAR... Todas essas palavras significam a mesma coisa: pensamento constante em algo.
P.S: Nunca se esqueça de sonhar!

                   Jefferson Piaf

Júlia. Nunca é tarde para amar...( capítulo XI)

Em busca de uma aliada...
             (juntas salvaremos o amor, tão exaltado pelos poetas românticos) 

Não fiquei satisfeita com a conversa que tive com Tavinho. Eu precisava mostrar aos dois que tudo não passou de uma armação. Mas como? Genny. Eu tinha quase certeza de que foi dona Andréia quem armou tudo isso. Ela nunca gostou de Júlia, por ser de uma família humilde. Ela sonhara para o filho um casamento milionário. Durante o namoro dos dois, ela fez de tudo para separá-los. Apesar de ser óbvio que foi ela a autora de tudo, eu não posso sair por aí acusando as pessoas sem provas. Decidi procurar Genny e pedir ajuda.
   Octávio me deu o endereço do trabalho dela. Após minha conversa frustrada com ele, fui diretamente à escola onde ela trabalha. Quando cheguei ao estacionamento, avistei Genny de longe, entrando no carro. Buzinei:
- Genny! – ela olhou para trás. Tentava reconhecer a voz, assim como a pessoa. Fui me aproximando dela:
- Sou eu, genny! Francy. Esqueceu de mim?
- Claro que não! Pensei que você estivesse nos Estados Unidos.
- Eu estava. Cheguei há uns meses.
- Que bom vê-la. Quase que você não me encontra, eu estava indo para casa.
- Ainda bem que te encontrei. Preciso falar com você. Pode ficar tranquila, não é nada de tão grave.
- Vamos a um café aqui perto. Assim, podemos conversar melhor. Siga meu carro.
- Ok.
  Eu estava sem jeito de dizer a Genny que desconfiava da mãe dela. Mesmo sabendo que a relação entre elas não era das melhores, ninguém gosta que fale mal de sua mãe. Conversamos sobre nossas vidas. Eu contei sobre minha estadia na América do norte, do canadense, de Júlio, de Arthur... Toda aquela história, que vocês já sabem! Genny me contou do trabalho voluntário que estava desenvolvendo em uma favela. Vendo minha impaciência, ela falou:
 - Então Francy, você não veio até aqui só para falarmos de nossa vida.
 - Pois é, vim para falar sobre o Tavinho e a Júlia.
 - Aqueles dois parecem duas crianças. Ele me contou da conversa que teve com ela. Que loucura dela, Francy. Não entendi nada daquela história da carta.
- Loucura mesmo. É justamente essa carta o motivo que eu estou aqui.
- Nossa Francy. Estou curiosa. Conte-me logo.
- Está bem... Um belo dia Júlia recebeu uma carta, que tinha sido escrita, supostamente, por Octávio. A carta falava um monte de coisas. Ele pedia para ela esquecê-lo; não procurá-lo mais para nada; que ele não a amava mais. Em anexo à carta estavam umas fotos do Tavinho com Maria Clara, ele dizia que iria namorá-la... Enfim, a carta era enorme. E o pior de tudo que era a letra dele.
- Mas o Tavinho nunca escreveria isto. Ele era apaixonado por Júlia. Ele já falava em casar.
- Eu sei que ele não escreveu aquilo. Eu disse a Júlia, na época. Ela até disse que iria procurá-lo, mas na mesma semana, que ela recebeu a carta, chegou um convite da universidade de Paris sobre a bolsa de mestrado. Eu achei muito esquisito, por que fazia muito tempo que ela tinha pedido esta bolsa, e nunca tinha chegado nada. Justamente quando aconteceu isso, o convite chegou!
- É esquisito mesmo! Alguém fez isso tudo para separá-los.
- Eu desconfio de uma pessoa Genny, mas não tenho provas.
- De quem você desconfia?
- De dona Andréia Cavalcantti Sodré. – Genny olhou-me confirmativa. Ela já deveria pensar o mesmo.
- Faz sentido Francy. Minha mãe sempre foi contra o namoro dos dois. Ela, mais do que qualquer outra pessoa, queria vê-los longe um do outro.
- Ela deve ter mandado algum copiador imitar a letra do Tavinho.
- Isso mesmo! Ela sabe como Júlia é durona e orgulhosa. Seria difícil Júlia não acreditar se visse a letra dele.
- É. Eu acredito que a história do mestrado tem participação dela.
- Concerteza Francy! Minha mãe não poupa esforços quando quer algo. Às vezes tenho vergonha de ser filha dela. Como uma pessoa pode querer a infelicidade do filho, só por causa de dinheiro.
- Não tenha raiva dela Genny. Ela é só mais uma vítima desse capitalismo desenfreado.
- Eu sei. O dinheiro tem deixado ela louca cada dia mais. Depois que ela conseguiu separar o Tavinho de Júlia, o jogou nos braços da primeira menina de família rica que apareceu.
- Depois que eu disse a ele que Júlia estava na Europa ele sumiu. O que aconteceu com ele?
- Ele pensou que ela o tinha trocado por outro. E minha mãe trabalhou assiduamente nisso. Infernizava-o falando mal de Júlia. Dizia que ela nunca o amou que só estava interessada no dinheiro da família, e na primeira oportunidade tinha largado ele por outro cara mais rico.
- Júlia nunca foi interesseira. Ela estava com Tavinho por que o amava.
- Nós sabemos disso Francy! Minha mãe pensa que as pessoas são como ela. Alguns meses depois do “sumiço” de Júlia, ela apareceu com Maria Clara. Ela era filha de um empresário amigo do meu pai. Ela jogou Tavinho nos braços da menina. Tavinho nunca amou Maria Clara. Foi muito infeliz com ela. Ele pensava todos os dias em Júlia, só casou com a outra por causa da minha mãe.
- Coitado. Estou muito mal em ouvir isso tudo. Precisamos fazer alguma coisa para ajudá-los.
- Concordo com você. Precisamos intervir e mudar o rumo dessa história.
- Mas eu não sei como. Já falei com o Tavinho, ele não quer nem saber de Júlia. Ele está muito magoado com ela, e ele tem razão. Mas ela foi tão vítima quanto ele!
- Você tem razão, francy. Se, realmente foi minha mãe que fez isso tudo, ela que vai concertar o erro.
- Mas como?
- Eu sei como. Só preciso confirmar que foi ela. Não se preocupe, eu irei conversar com ela.
- Muito obrigada Genny.

 Trocamos nosso número de telefone para mantermos contato. Agora, sim, eu estava satisfeita. Tenho certeza que Genny vai fazer a dama de ferro concertar isso tudo. Voltei para casa mais aliviada depois daquela conversa.
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Júlia. Nunca é tarde para amar...( capítulo X)

A história que Júlia não sabe...
                           (contada por Francy)



Júlia. Nunca é tarde para amar...(capítulo IX)

Rompendo casulos...
   (momento de crescimento. É preciso amadurecer.)


Pedi licença de um mês do hospital e da clínica. Tudo está muito recente em minha mente. Eu não estou em condições de voltar, ao menos agora, para o trabalho. Já passaram duas semanas da morte de Paulo. Duas semanas que eu não saio de casa. Meu telefone toca sem parar, minha secretária eletrônica está carregada de recados. Não quero ver ninguém, não quero falar com ninguém. Quero a solidão como minha única companheira. Depois que todo esse sofrimento passar, eu retorno as minhas atividades. Por ora, é melhor eu ficar sozinha. Pedi ao porteiro para não deixar ninguém subir. Pedi para dizer que eu estava viajando.
  Porém, em uma tarde de domingo minha campainha tocava sem parar. Fiquei irritada. Eu disse que não queria ver ninguém. Fui até o olho mágico para ver quem era. Francy. Aposto que ela deve ter feito o maior drama para o porteiro deixá-la subir. Voltei para o sofá e deitei. Em breve ela cansaria e desistiria.
   Ela não desistiu. Teimosa como sempre foi, não iria embora sem falar comigo. Achei melhor abrir a porta, já que ela não iria sair mesmo. Se bem a conheço, ela montaria acampamento em minha porta:
 - Francy. – falei com uma leve irritação.
- Júlia, o que está acontecendo com você? Você não atende minhas ligações, não responde meus recados. No hospital me disseram que você estava de licença.
- Não está acontecendo nada! Eu só quero ficar só. É algum crime isto?
- Ficar só? Para de se vitimar Júlia. O mundo não acabou só por que Paulo morreu. Ele não deve estar nada feliz ao ver você neste estado.
- Que estado?
- Que estado? Olhe para você Júlia. Você está destruída. Você está mais magra, nem deve ta comendo direito.
- Para você é tudo muito fácil Francy! Realmente é fácil quando não acontece com os outros.
- Eu sei que não está sendo nada fácil para você. Mas não é por isso que você vai se prender em sua “torre de marfim” e se isolar do mundo. Olhe lá fora Júlia. O dia está lindo. Deixe os raios do sol iluminarem sua vida.
 - Eu não sei o que fazer Francy. Estou sem chão. Não sei por onde começar, ou melhor, por onde recomeçar.
- Recomece eliminando esse pessimismo, que só te destrói. Sabe Júlia, meu pai sempre me contava uma estória quando eu era criança. Ele me dizia que toda linda borboleta, foi uma largata feia. Um dia elas entravam em um casulo, passavam meses dentro dele, imóveis. Porém, quando já estavam transformadas, amadurecidas, elas rompiam o casulo. E saíam de lá não mais uma largata feia, mas uma linda borboleta a voar. E você sabe por quanto tempo elas viviam?
- Não.
- Apenas um dia. Passavam meses presas para só viver um dia. E elas faziam desse dia o melhor de todos. Se elas fossem pessimistas, como você, não passariam pela metamorfose. Viveriam para sempre como lagartas.
- linda estória! Mais essas coisas são funcionam em contos.
- Isso acontece conosco também. Isso está acontecendo com você. Não importa a situação que você se encontra, o que importa é você ter sensibilidade para captar as coisas belas da vida.
Eu fiquei calada. Não sabia o que dizer. Mais uma vez ela tinha razão, eu me isolei do mundo achando que resolveria meus problemas. Porém, só foi pior; minha tristeza aumentou e a cada dia que passa me sinto mais perdida:
- Pois bem Júlia. Faça como as largatas, você destrua esse casulo de pessimismo que te cobre. Amadureça Júlia. Mesmo que depois de madura você só viva um dia. Cresça!
- Como eu vou crescer Francy? Como, se nem o amor da minha vida eu tenho mais?
- Vá a busca dele! Lute por seu amor. Não desista dele facilmente. Você se entrega muito fácil!
- Eu já fiz isso. Ele não quer me ver, será que você não entende? Que droga de vida! Eu não deveria ter voltado para essa cidade.
- Deixe suas reclamações de lado. Existem pessoas em situação pior que você. Muitas pessoas nesse momento queriam ver; andar; falar. Agradeça a Deus por você fazer isso tudo.
- É verdade. Muito obrigada minha amiga. Não sei o que seria de mim sem você. – fui ao encontro dela e nos abraçamos.
- Bem, vamos começar rompendo esse casulo hoje. Vim te chamar para sair conosco hoje.
- Conosco? – pressenti que já vinha mais uma loucura dela.
- Sim, comigo e meu namorado.
- Namorado? Não acredito! Você não me contou que estava namorando.
- Se você atendesse meus telefonemas saberia!
- Desculpa Francy. Mas me conte agora que história é esta de namorado. – de tristeza, passamos rapidamente para o humor.
- Eu o conheci no dia da morte de Paulo. Eu estava com ele quando me ligaram.
- Você estava com ele onde mocinha?
- Calma Júlia! Eu estava com ele no parque 13 de maio. Estava apresentando a cidade.
- Ele não é daqui?
- Não. Ele é da Amazônia. Ele é geólogo, está fazendo especialização aqui. Chegou há pouco tempo.
- Como ele se chama?
- Arthur.
- Como você o conheceu?
- Na universidade. Lembra do projeto que te falei?
- sim, lembro.
- O governo liberou a verba. O Arthur foi convidado para trabalhar, juntamente comigo, no projeto.
- Interessante essa história toda Francy. Ele tem muitas coisas em comum com você: é geólogo, mora na Amazônia, só falta ele ser índio para ser o homem dos seus sonhos.
- Ele é índio! – rimos freneticamente. Ela era a única pessoa que me fazia rir. Tinha uma grande vocação para palhaça.
- Como assim?
- É o que eu disse. Ele é índio. É de uma aldeia que vive perto do rio amazonas. Arthur é o nome dele em nossa sociedade. Na tribo, ele se chama ARAQUÉM.
- Ai Francy! Você é hilária.
- Eu estou feliz Júlia.
- Eu também fico muito feliz por você. E quero conhecê-lo. Aonde vamos hoje?
- Eu estava pensando em ir à feirinha de boa viagem. O que você acha?
- Perfeito. Adoro aquele lugar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O SÃO JOÃO CHEGOU MAIS CEDO PARA OS CARIOCAS



Rio de Janeiro; um dos assuntos mais comentados, do twitter, nos últimos dias. É comovente ligar a Televisão e ver os slogans de paz no Rio. Ver a eficiência da polícia no combate ao crime. Ver o hastear da bandeira do Brasil e do estado do Rio de Janeiro no alto do complexo do alemão. Mas é a primeira vez que bandidos roubam e queimam carros? É a primeira vez que bandidos promovem arrastões na cidade maravilhosa? NÃO. Então por que só agora que a polícia combateu, de fato, o crime? Será que o que está acontecendo no Rio de Janeiro é uma realidade exclusiva dessa cidade?
A criminalidade no Rio de Janeiro não é recente. Assim também como a ineficiência da polícia no combate ao tráfico. Porém, desta vez a polícia só tomou medidas eficazes por causa de um motivo: Os jogos olímpicos de 2016. A cobrança, da imprensa internacional, por melhorias na segurança pública da cidade levou o governo carioca a intervir, com eficiência, no combate ao tráfico. Jornais do mundo todo não param de noticiar sobre os acontecimentos no aglomerado de favelas do complexo do alemão.
Ignaro é quem pensa que o governo do estado do Rio de Janeiro tomou tais medidas com fins de melhoria para população. Se o governo estivesse preocupado com a segurança da pública, operações, como a que tem acontecido ultimamente, já teriam sido realizadas antes.  O governo não quer perder a sede das olimpíadas, para isso precisa mostrar uma boa imagem da cidade para o mundo. Uma prova disso é que se puxarmos em nossa memória recordaremos de um fato ocorrido, no mesmo estado, no ano passado. A imprensa do mundo todo noticiou a derrubada de um helicóptero da polícia por bandidos. Por causa disso o Rio de Janeiro correu o risco de perder o título de cidade sede das olimpíadas de 2016.
O governo não quer que a imagem da cidade seja, mais uma vez, deturpada no exterior, por isso a polícia pela primeira vez tem combatido o crime organizado; que há muito tempo vem dominando todo o território carioca. Portanto, não se deixe enganar pela imprensa brasileira; que só tem mostrado o lado bom. O tráfico não é um problema exclusivo do Rio de Janeiro. Muitos estados brasileiros vêm enfrentando esse mesmo problema, muitas vezes em situação pior que a do Rio, e as autoridades fingem que nada acontece.
E o tráfico de drogas na fronteira da Amazônia com a Bolívia? E o crescente desmatamento de nossas florestas, a poluição de nossos rios? Esses são outros problemas que estão frequentes na vida dos brasileiros, e não são resolvidos. Só espero que não precise acontecer algo que chame à atenção do mundo, como no Rio de Janeiro, para que esses problemas sejam resolvidos.

                     Por: Jefferson Piaf